De acordo com a tradição cristã uma
estrela muito brilhante cruzou os céus do Oriente espalhando a notícia do
nascimento do Menino Jesus e guiou os Três Magos até o local de seu
nascimento. Os Magos traziam consigo oferendas de ouro, incenso e
mirra.
Teria uma estrela realmente guiado os
Magos em sua jornada na época de
Jesus?
Era crença comum entre os Magos, os astrólogos, os caldeus e os místicos dos países orientais da antiguidade, que quando um cometa aparecia no firmamento era sinal de que estava para nascer um líder, ou grande Avatar, que se tornaria um Salvador ou Redentor da Humanidade.
Mas de onde viria esta crença?
Segundo as antigas crônicas essênias e rozacruzes, quando o Divino Infante Krishna nasceu, também foi uma brilhante estrela que anunciou seu nascimento e os Magos, imediatamente, foram homenageá-lo e adorá-lo, levando-lhe sândalo e perfumes.
Por ocasião do nascimento de Buda, uma grande estrela, que passou pelos céus, proclamou sua divindade e os sábios, de novo, foram visitá-lo em Seu lugar de nascimento, e renderam-lhe homenagens e ofereceram-lhe presentes.
O nascimento de Confúcio, em 551 a.C., foi anunciado por uma estrela muito grande, que percorreu os céus e foi observada pelos sábios, que encontraram o lugar do nascimento acompanhando o movimento do corpo celeste e, em lá chegando, tributaram homenagens ao recém-nascido. Análogas histórias são contadas a respeito de Mitra, o Salvador persa, Sócrates, Esculápio, Baco, Rômulo e inúmeros outros.
Convém ter em conta que a astrologia era uma ciência altamente desenvolvida pelos Magos e pelos místicos do Oriente, e que dela derivou a moderna Astronomia.
Os Magos a que a Bíblia se refere não eram precisamente astrólogos nem filósofos medianos e que também podiam ser pastores ou gente comum, mas sim, os sábios instrutores e altos representantes das grandes academias e escolas místicas do Oriente. Só se dava o título de Mago àqueles que houvessem recebido a iniciação superior nos mistérios da escola e demonstrado ser mestre em artes e ciências e ser misticamente evoluído. Reis, potentados e pessoas cultas de todas as terras consultavam os Magos não só a respeito de questões de Astrologia, ou Astronomia, mas de História, Medicina, leis naturais, leis espirituais e inúmeros outros assuntos que exigiam profundidade de pensamento e extraordinária sabedoria. Eram os grandes oráculos dos eruditos. Muitas vezes exerciam funções de conselheiros nas cortes e nos tribunais de última instância, em julgamentos de várias naturezas.
Por tudo isto, era muito natural que, àquela época, alguns Magos tivessem visto surgir a estrela e compreendido seu significado. Mas não devemos supor que tenham observado a estrela apenas umas poucas horas antes de Jesus nascer e que, às carreras, abandoram seus santuários ou afazeres, a fim de rumar para o local onde ocorrera o nascimento, passando por muitas outras terras. De acordo com antigas crônicas essênias e rozacruzes, ocorreu, como em outros casos análogos, aliás, que a estrela já vinha sendo observada durante alguns meses antes do nascimento do Divino Infante. Durante várias semanas, anteriormente ao nascimento, cuidadosas tabulações foram feitas a respeito do movimento da estrela e a ocasião provável de seu significado final. E aqueles que foram escolhidos pelas escolas místicas, para viajar até o lugar do nascimento e representar a Fraternidade Essênia e a Grande Fraternidade Branca, deram início à sua longa viagem até a Palestina, várias semanas antes do dia do nascimento.
Com tudo isso, devemos supor, como alguns céticos propõem, que este tenha sido um incidente fantástico introduzido no relato do nascimento de Jesus, apenas para torná-lo mais pitoresco, ou será que é apenas mais um mistério na história de nosso planeta?…
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