O Lugar do Nascimento de Jesus



     Qual a exata localização do nascimento de Jesus? Por muitos séculos este assunto vem sendo exaustivamente discutido e ainda hoje é motivo de polêmica entre as autoridades que estudam esse assunto.

     Segundo o Evangelho de São Lucas, Maria deu à luz a seu filho em um estábulo, como demonstrado a seguir: "E deu à luz seu primogênito e O envolveu em panos, colocando-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem."

     Mas parece que as declarações do Evangelho cristão de Mateus passaram, pelo menos aos olhos do público em geral, desapercebidas, a respeito da afirmativa de Mateus no sentido que o menino Jesus nascera numa casa de Belém, ou segundo o texto: "E como Jesus houvesse nascido em Belém da Judéia, nos dias do Rei Herodes, eis que uns Magos vieram do Oriente a Jerusalém dizendo: ‘Onde está aquele que nasceu Rei dos Judeus? Pois vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo…’ E quando entraram na casa, viram o menino com sua mãe Maria e, prostrando-se, O adoraram."


     Havia ainda, nos primeiros tempos do cristianismo, uma terceira versão a respeito do local exato do nascimento de Jesus, bastante baseada em uma informação que não consta das atuais crônicas cristãs, já que estas foram modificadas com o passar dos tempos.
     No Concílio de Nicéia, realizado no ano de 325, Eusébio, o primeiro historiador Eclesiástico, pôs em debate o assunto referente ao lugar do nascimento de Jesus, determinado a pôr um fim definitivo às controvérsias. Eusébio declarou que Jesus não havia nascido numa casa ou num estábulo, mas em uma caverna. Declarou ainda que no tempo de Constantino, do local da caverna, se havia construído um magnífico templo para que os cristãos pudessem venerar o local onde nascera o Salvador. No Evangelho apócrifo denominado Protevangelion, escrito por São Jaime, irmão de Jesus, encontramos uma referência à caverna, no seguinte e importante trecho: "Porém, de pronto, a nuvem se desfez em uma luz vivíssima na caverna, de modo que seus olhos a ela não puderam resistir".


     Tertuliano, no ano 200, e São Jerônimo, no ano de 375, entre outros eminentes Patriarcas da Igreja Cristã, afirmaram que Jesus nasceu numa caverna e todos os pagãos da Palestina indicam, em sua terra, a caverna na qual nasceu o Infante cristão.


     Por outra parte, o Cônego Farrar diz: "É tradição muito antiga que o verdadeiro lugar de nascimento do cristo foi uma caverna, e como tal era a todos mostrada, em sua época tão primitiva quanto a de Justino Mártir, no ano de 150."


     Temos então que a afirmação do evangelista Mateus de que Jesus teria nascido em uma casa não foge muito da verdade pois a caverna na qual vira a luz era muito mais do que uma simples escavação numa rocha.


     Segundo as crônicas rosacruzes e essênias, o filho de Maria e José nasceu em uma gruta essênia situada na estrada que demandava Belém.


     Os essênios possuíam determinadas casas que serviam de albergue, hospital ou pousada, instaladas em grutas ou cavernas e esse tipo de grutas abunda em toda a Palestina, e terras adjacentes, pois nos primeiros tempos do Cristianismo, era melhor e mais seguro construir grutas do que edificações sobre o chão, sobretudo quando o objetivo era o isolamento, a proteção e a segurança.


     O número de grutas existente na Palestina é muito grande e surpreende os turistas e muitas delas são suficientemente grandes para abrigar dez ou vinte aposentos muito amplos, num ambiente isento de umidade, calor ou frio.


     Foi então, exatamente numa gruta essênia, que José e Maria descansaram e onde Jesus nasceu. Vários dos albergues ou hospedarias dos essênios eram equipados para atender aos enfermos, feridos e necessitados, como num verdadeiro hospital. Era tradição essênia, como ainda é dos Judeus, prestar toda classe de auxílio às mulheres, no ato do parto. Cabe acrescentar que os albergues e as hospedarias dos essênios foram os precursores e o modelo dos hospitais, tal como hoje os conhecemos.


     Mas e a manjedoura?
     Em um dos famosos concílios cristãos, convocados pelos primeiros Padres da Santa Igreja, com o fim de dirimir controvérsias e firmar doutrinas, decidiu-se que a única maneira de pôr um paradeiro às querelas de onde Jesus nascera, seria o de declarar-se, pura e simplesmente, fora numa manjedoura. Esta decisão arbitrária, sem que se levassem em conta documentos autênticos que ainda existem, resolveu definitivamente o problema, no que dizia respeito à Santa Igreja, e por esta razão é provável que a história do nascimento ocorrido em uma pequena manjedoura permaneça, para sempre, como uma das mais caras tradições cristãs.

O nome místico de Jesus

Losango
Yod









he

shim

vo


IOSHUA - o nome de Jesus em hebraico é escrito com quatro letras e constitui um símbolo milagroso, capaz de atrair boas vibrações e muita paz. As quatro letras escritas num losango, como na ilustração ao lado é um símbolo sagrado que pode ser usado como talismã, gráfico ou na prática de meditação.

Como talismã: Afasta energias negativas e traz saúde física e espiritual.

Como gráfico: Colocar no ambiente para atrair sintonia mais elevada. Protege de magias.

Prática de meditação: Faz com que a pessoa vibre em harmonia com o nome de Jesus e alcance a elevação espiritual.



Significado das letras do nome hebraico de Jesus:

Losango : O losango dentro do qual estão desenhadas as letras hebraica de Jesus simboliza a união entre o céu e a terra. O ângulo que aponta para cima representa a elevação do homem a Deus, e o ângulo voltado para baixo mostra a energia divina se manifestando na Terra. O losango está associado ao equilíbrio, à justiça, ao discernimento e à plena consciência do bem e do mal.


 

Yod: Esta letra simboliza a mão de Deus no ato de criação do mundo. Representa ainda as transformações, a eternidade, o ciclo de nascimento, morte e renascimento. Está associada à união das energias opostas que regem o universo, ou seja, ao equilíbrio entre o masculino e o feminino, o frio e o calor, a luz e as trevas, o bem e o mal. Yod também simboliza a evolução da alma, que está presa à matéria mas um dia chegará a perfeição.

He: Esta letra simboliza o sopro de Deus, que dá vida ao homem. Representa ainda a elevação da alma, a sabedoria e o poder espiritual. Está associada ao caminho de dor que leva à glória. He simboliza também o domínio do espírito sobre a matéria, a perfeição da justiça divina, o despertar da consciência e a importância da disciplina e da sinceridade.

Shim: Esta letra simboliza o arco de um guerreiro que lança sua flecha. Representa ainda a ação, o impulso, a energia que nos impele a transformar a realidade e a disposição para ir em busca do desconhecido. Está associada a qualidades como coragem, sinceridade, retidão de caráter, lealdade e heroísmo. Shim simboliza também a capacidade de cada ser humano de renunciar aos seus desejos egoístas para beneficiar toda a humanidade.

Vo: Esta letra simboliza o laço que une o indivíduo à essência divina. Isso significa que o homem, mesmo que não perceba, tem um elo de ligação com Deus, o que um dia o levará a transcender suas limitações e alcançar a perfeição. Representa o amor, a confiança e o livre-arbítrio. Vo simboliza também a prudência e a sabedoria necessárias no momento de tomar decisões importantes e o triunfo da virtude sobre o vício e da verdade sobre a mentira.

O Porquê do 25 de Dezembro


     Um grande concílio foi realizado pela comunidade cristã no século V de nossa Era, para decidir em que data fixar este controverso acontecimento. Decidiu-se em fixar no dia 25 de dezembro, ou meia-noite do dia 24. Entretanto esta escolha não foi feita ao acaso. Vejamos então o porquê:
     Os Patriarcas e as superiores autoridades eclesiáticas, de quando em quando se reuniam em concílios para discutir e estabelecer as tradições, os dogmas, liturgias a serem seguidas pela teologia cristã, assim como suas doutrinas.
     Não é por objetivo discutir os motivos os quais poderiam ter levado tais autoridades eclesiáticas a vir a deixar de lado e omitir os elementos então conhecidos das massas populares, bem como outros fatos, substituidos por falsidades simbólicas. O fato é que a fim de aproveitar muitas das antigas cerimônias místicas que os Patriarcas da Igreja copiaram dos templos do Egito e das doutrinas e práticas essênias e da Grande Fraternida
de Branca, tiveram que inventar certas passagens e princípios relacionados à vida e obra de Jesus e adaptá-los às referidas cerimônias. Se fez necessário então, para consolidar uma nova teologia e firmar algumas novas doutrinas, ignorar e pôr de lado muitos dos fatos que tornariam suas decisões inconsistentes.
     O primeiro ponto a ser avaliado seria a contradição existente em um dos pontos da crônica tradicional do nascimento de Jesus, onde é dito que ao nascer o Menino, estavam os pastores guardando seus rebanhos no campo. Seria muito improvável que os pastores a que a Bíblia se refere, estivessem no campo cuidando de seus rebanhos no inverno. Nesta época do ano, afirmam os que conheciam as condições da Palestina à época, os pastores não ficavam no campo nem de dia nem de noite, e que este incidente foi introduzido à crônica de Seu nascimento, quando era comumente aceita a versão de que Jesus viera ao mundo em abril ou maio. Por que então a escolha desta data?
     O que os Patriarcas levaram em conta ao escolherem esta data, foi o conhecimento que através dos séculos precedentes, todos os Grandes Mestres ou Grandes Avatares nascidos de virgens (Jesus, como demonstrarei a seguir, não foi o primeiro nem o único) e que eram Filhos de Deus e considerados Salvadores ou Redentores, haviam nascido ou a 25 de dezembro, ou em data próxima.
     Na Índia, este período já era comemorado muitos e muitos séculos antes da Era Cristã, na forma de um festival religioso, durante o qual o povo ornamentava suas casas com flores e as pessoas trocavam presentes com amigos e parentes.
     Na China, também muitos séculos antes da Era Cristã, era celebrado o Solstício de Inverno, onde no dia 24 ou 25 de dezembro, fechava-se o comércio e tudo o mais. Assim como os antigos persas celebravam esplêndidas cerimônias em homenagem a Mitra, cujo nascimento ocorrera a 25 de dezembro.
     Vários deuses egípcios nasceram no dia 25 de dezembro, e, em praticamente todas as histórias religiosas de povos antigos, iremos encontrar celebrações idênticas às referidas. Osíris, filho da santa virgem e deusa Nut, nasceu a 25 de dezembro, assim como os gregos também celebravam, nesta mesma data, o nascimento de Hércules.
     Como podemos ver, o dia 25 de dezembro vem sendo considerado um dia místico há muito tempo, e por muitos povos diferentes. A esse respeito temos as declarações do Reverendo Gross, autoridade no assunto e autor de diversas obras a esse respeito nas quais afirma que realizava-se em Roma, antes da Era Cristã, no dia 25 de dezembro, uma festa com o nome de Natalis Solis Invicti (Natalício do Invencível Sol). A data era comemorada com espetáculos públicos e com muita alegria, fechando-se o comércio, adiando-se declarações de guerra e execuções, permutando presentes entre amigos e parentes e concedendo liberdade aos escravos.
     Assim como o era na China, entre os primitivos germânicos, séculos antes do nascimento do Menino Jesus, era comemorado o Solstício de Inverno. Entre os escandinavos, neste mesmo período, era comemorado o que se chamava Festa do Yule. O termo Yule ainda sobrevive, designando a véspera de Natal. É interessante notar que o vocábulo Yule equivale ao francês Noel que por sua vez corresponde à palavra hebraica ou caldaica Nule. Notamos também a presença de celebrações no referente período entre os druidas na Grã-Bretanha e na Irlanda, e mesmo no antigo México.
     Tertuliano, Patriarca da antiga Igreja Cristã, que tão diligentemente contribuiu com suas obras para a formação das doutrinas, dogmas e cerimônias do cristianismo, informa-nos, minuciosamente, como se ornamentevam as portas "com guirlandas de flores e folhagens".
     Tenham em mente que tudo aqui exposto, diferente do que possam a vir a pensar, era de conhecimento dos Patriarcas da Igreja e não estiveram ocultos durante os tempos iniciais do cristianismo e foram obtidos através de fontes fidedignas, ou seja, são fatos comprovadamente verdadeiros, obtidos através de documentos históricos e de época¹.
     Que fique registrado que não questiono os dogmas e ensinamentos da Santíssima Igreja nem tampouco os motivos que a levaram a tantas mudanças. Entretanto, exponho aqui fatos os quais permaneceram na obscuridade por muito tempo. Àqueles que se interessem por um conhecimento mais profundo e místico, recomendo para que entrem em contato com alguma escola ou sistema que trate destes assuntos abertamente, consciente e completamente, sem preconceitos.
     Sobre o tema aqui tratado, procurar-se-á em livros e em bibliotecas, pois os conhecimentos presentes não têm preço, nem devem ser vendidos. Porém, àqueles que busquem mais sobre o assunto, devem procurar as sucursais da Grande Fraternidade Branca, espalhadas pelo mundo, ou as bibliotecas e livrarias da Ordem Rosacruz (ambas existentes séculos antes do nascimento do divino Mestre, as quais ainda contém documentos retratando a época).

     Bibliografia:
  • A Vida Mística de Jesus, Biblioteca Rosacruz I – Editora Renes – H. Spencer Lewis

Os "Primos" de Jesus



       Ao contrário do que nos foi ensinado, Jesus não foi o único a "levantar do seio dos mortos, nem tão pouco o único a ascender aos céus".
       Hoje sabemos, por meio de antigas crônicas, que os seguidores de Krishna também acreditavam que este ascendeu aos céus, assim como Jesus. Nessas crônicas, lemos que Krishna foi envolto em uma intensa e brilhante luz e assim retornou aos céus.
       Em outras crônicas, temos que na última aparição de Budha sobre uma rocha no alto de uma montanha, cercado pelos seus seguidores, uma intensa luz o envolveu e ele desapareceu, em seu meio.
        Encontramos ainda em escritos pré-cristãos, que Zoroastro, outro grande Avatar, também ascendeu aos céus, ao fim de sua missão terrena.
        Muitos séculos antes da Era Cristã, os egípcios já celebravam a ressurreição e ascenção de Adonis. Em 412 d.C., ainda era realizada em Alexandria, berço do Cristianismo, e em Antíquia, a antiga capital dos reis gregos da Síria, ao tempo do Imperador Juliano, de 361 a 363 d.C., uma festa em homenagem a Adonis.
       Em Israel, Adonis era conhecido com o nome hebreu de Tamuz. Os israelitas haviam lhe dedicado um altar com o seu nome, no Templo do Senhor, em Jerusalém.
        Existem registros de pelo menos vinte outros antigos Avatares que levantaram dos seios dos mortos e ascenderam aos céus.
       Se Jesus não foi o primeiro, terá Ele sido o último? Se não, quando o próximo grande Avatar virá para nos salvar???

Medalha de São Jorge



Moacyr Luz e Aldir Blanc

Fica ao meu lado, São Jorge Guerreiro Com tuas armas, teu perfil obstinado
Me guarda em ti, meu Santo Padroeiro
Me leva ao céu em tua montaria
Numa visita a lua cheia
Que é a medalha da Virgem Maria
Do outro lado, São Jorge Guerreiro
Põe tuas armas na medalha enluarada
Te guardo em mim, meu Santo Padroeiro
A quem recorro em horas de agonia
Tenho a medalha da lua cheia
Você casado com a Virgem Maria
O mar e a noite lembram a Bahia
Orgulho e força, marcas do meu guia
Conto contigo contra os perigos
Contra o quebrando de uma paixão
Deus me perdoe essa intimidade:
Jorge me guarde no coração
Que a malvadeza desse mundo é grande em extensão
E muita vez tem ar de anjo
E garras de dragão

Oração a São Jorge III



São Jorge,cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos superiores, colegas, e subordinados; que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; meus inimigos terão os olhos e não me verão, terão boca e não me falarão, terão pés e não me alcançarão, terão mãos e não e não me ofenderão.

São Jorge vela por mim e pelos meus, protegendo-me com suas armas.

O meu corpo não será preso nem ferido, nem meu sangue derramado; andarei tão livre como andou Jesus Cristo nove meses no ventre da Virgem Maria.

Amém.

Oração a São Jorge II




Ó Deus onipotente,
Que nos protegeis
Pelos méritos e as bênçãos
De São Jorge.
Fazei que este grande mártir,
Com sua couraça,
Sua espada,
E seu escudo,
Que representam a fé,
A esperança,
E a inteligência,
Ilumine os nossos caminhos...
Fortaleça o nosso ânimo...
Nas lutas da vida.
Dê firmeza
À nossa vontade,
Contra as tramas do maligno,
Para que,
Vencendo na terra,
Como São Jorge venceu,
Possamos triunfar no céu
Convosco,
E participar
Das eternas alegrias.
Amém!

Oração a São Jorge


Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

São Jorge - O santo guerreiro


História
Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.
Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.
Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE ?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade."
Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303. Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina.
A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.
Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.
Lendas: um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. um dia coube a filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge.
O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.
Datas Marcantes No século XII, a arte, literatura e religiosa popular representam São Jorge, como soldado das cruzadas com manto e armadura com cruz vermelha, nobre um cavalo branco, com lança em punho, vencendo um dragão. São Jorge é o cavaleiro da cruz que derrota o dragão do mal, da dominação e exclusão.
Desde o século VI, havia peregrinações ao túmulo de São Jorge em Lídia. Esse santuário foi destruído e reconstruído várias vezes durante a história.
Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu esse santuário no século XI. Foram dedicadas numerosas igrejas a São Jorge na Grécia e na Síria.
A devoção a São Jorge chegou à Sicília na Itália no século VI. No séc. VII o siciliano Papa Leão II construiu em Roma uma igreja para S. Sebastião e S. Jorge. No séc. VIII, o Papa Zacarias transferiu para essa igreja de Roma a cabeça de S. Jorge.
A devoção a São Jorge chegou a Inglaterra no século VIII. No ano de 1101, o exército inglês acampou na Lídia antes de atacar Jerusalém. A Inglaterra tornou-se o país que mais se distinguiu no culto ao mártir São Jorge...
Em 1340, o rei inglês Eduardo III instituiu a Ordem dos cavaleiros de São Jorge.
Foi o Papa Bento XIV (1740-1758) que fez São Jorge, padroeiro da Inglaterra até hoje.
Em 1420, o rei húngaro, Frederico III (1534) evoca-o para lutar contra os turcos.
As Cruzadas Medievais tornaram popular no ocidente a devoção a São Jorge, como guerreiro, padroeiro dos cavaleiros da cruz e das ordens de cavalaria, para libertar todo país dominado e para converter o povo no cristianismo.
Seu dia foi colocado no Calendário particular da Igreja, isto é, celebrados nos lugares de sua devoção.
O Sr. Cardeal D. Eugenio Sales, assim se pronunciou: "A devoção de São Jorge nos deve levar a Jesus Cristo". Pela palavra do Cardeal Sales sentimos a autenticidade do Culto a São Jorge.
A quem ajuda: é a força de Deus na luta dos excluídos e marginalizados da sociedade.

O Lugar do Nascimento de Jesus


     Qual a exata localização do nascimento de Jesus? Por muitos séculos este assunto vem sendo exaustivamente discutido e ainda hoje é motivo de polêmica entre as autoridades que estudam esse assunto.
     Segundo o Evangelho de São Lucas, Maria deu à luz a seu filho em um estábulo, como demonstrado a seguir: "E deu à luz seu primogênito e O envolveu em panos, colocando-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem."
     Mas parece que as declarações do Evangelho cristão de Mateus passaram, pelo menos aos olhos do público em geral, desapercebidas, a respeito da afirmativa de Mateus no sentido que o menino Jesus nascera numa casa de Belém, ou segundo o texto: "E como Jesus houvesse nascido em Belém da Judéia, nos dias do Rei Herodes, eis que uns Magos vieram do Oriente a Jerusalém dizendo: ‘Onde está aquele que nasceu Rei dos Judeus? Pois vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo…’ E quando entraram na casa, viram o menino com sua mãe Maria e, prostrando-se, O adoraram."
     Havia ainda, nos primeiros tempos do cristianismo, uma terceira versão a respeito do local exato do nascimento de Jesus, bastante baseada em uma informação que não consta das atuais crônicas cristãs, já que estas foram modificadas com o passar dos tempos.
     No Concílio de Nicéia, realizado no ano de 325, Eusébio, o primeiro historiador Eclesiástico, pôs em debate o assunto referente ao lugar do nascimento de Jesus, determinado a pôr um fim definitivo às controvérsias. Eusébio declarou que Jesus não havia nascido numa casa ou num estábulo, mas em uma caverna. Declarou ainda que no tempo de Constantino, do local da caverna, se havia construído um magnífico templo para que os cristãos pudessem venerar o local onde nascera o Salvador. No Evangelho apócrifo denominado Protevangelion, escrito por São Jaime, irmão de Jesus, encontramos uma referência à caverna, no seguinte e importante trecho: "Porém, de pronto, a nuvem se desfez em uma luz vivíssima na caverna, de modo que seus olhos a ela não puderam resistir".
     Tertuliano, no ano 200, e São Jerônimo, no ano de 375, entre outros eminentes Patriarcas da Igreja Cristã, afirmaram que Jesus nasceu numa caverna e todos os pagãos da Palestina indicam, em sua terra, a caverna na qual nasceu o Infante cristão.
     Por outra parte, o Cônego Farrar diz: "É tradição muito antiga que o verdadeiro lugar de nascimento do cristo foi uma caverna, e como tal era a todos mostrada, em sua época tão primitiva quanto a de Justino Mártir, no ano de 150."
     Temos então que a afirmação do evangelista Mateus de que Jesus teria nascido em uma casa não foge muito da verdade pois a caverna na qual vira a luz era muito mais do que uma simples escavação numa rocha.
     Segundo as crônicas rosacruzes e essênias, o filho de Maria e José nasceu em uma gruta essênia situada na estrada que demandava Belém.
     Os essênios possuíam determinadas casas que serviam de albergue, hospital ou pousada, instaladas em grutas ou cavernas e esse tipo de grutas abunda em toda a Palestina, e terras adjacentes, pois nos primeiros tempos do Cristianismo, era melhor e mais seguro construir grutas do que edificações sobre o chão, sobretudo quando o objetivo era o isolamento, a proteção e a segurança.
     O número de grutas existente na Palestina é muito grande e surpreende os turistas e muitas delas são suficientemente grandes para abrigar dez ou vinte aposentos muito amplos, num ambiente isento de umidade, calor ou frio.
     Foi então, exatamente numa gruta essênia, que José e Maria descansaram e onde Jesus nasceu. Vários dos albergues ou hospedarias dos essênios eram equipados para atender aos enfermos, feridos e necessitados, como num verdadeiro hospital. Era tradição essênia, como ainda é dos Judeus, prestar toda classe de auxílio às mulheres, no ato do parto. Cabe acrescentar que os albergues e as hospedarias dos essênios foram os precursores e o modelo dos hospitais, tal como hoje os conhecemos.
     Mas e a manjedoura?
     Em um dos famosos concílios cristãos, convocados pelos primeiros Padres da Santa Igreja, com o fim de dirimir controvérsias e firmar doutrinas, decidiu-se que a única maneira de pôr um paradeiro às querelas de onde Jesus nascera, seria o de declarar-se, pura e simplesmente, fora numa manjedoura. Esta decisão arbitrária, sem que se levassem em conta documentos autênticos que ainda existem, resolveu definitivamente o problema, no que dizia respeito à Santa Igreja, e por esta razão é provável que a história do nascimento ocorrido em uma pequena manjedoura permaneça, para sempre, como uma das mais caras tradições cristãs.

O Mistério da Ressurreição




     Teriam realmente os legionários que vigiavam a tumba de Jesus abandonado deliberadamente seu posto por causa de uma tempestade?
     Teria realmente havido uma tempestade?
     É engraçado como este assunto é muito pouco debatido pelas autoridades que estudam a vida do Mestre - ao mesmo tempo que se torna tão intrigante a medida em que descobrimos alguns fatos:
     O apeleamento ou castigatio era uma execução solene, que se aplicava não somente a soldados como também a oficiais. Incorriam nela tantos quantos abandonassem seu posto de guarda, os que se entregavam à pilhagem em casas e povoações, os que se insubordinavam aos chefes, os homicidas, os ladrões, os que perdiam suas armas, os que reincidiam pela terceira vez em uma falta, os que atentavam contra o pudor e os que eram responsáveis por negligência em seu posto de guarda noturno. Quanto a esta última falta, era considerada um dos piores delitos.
     A sentença se dava após um conselho sumaríssimo entre os tribunos e os soldados e poderia acabar em morte.
     Seria possível então que os legionários que vigiavam a tumba de Jesus abandonassem a guarda arriscando suas próprias vidas por conta de uma tempestade?
     Volto à pergunta: teria realmente havido uma tempestade?
     Consta que os sinedristas (membros do Sinédrio, ou sacerdotes), ao tomarem conhecimento que o corpo de Jesus havia sido reclamado pelos seus amigos e familiares, após a celebração da ceia de Páscoa, teriam se reunido na casa de Caifás para discutir a profecia feita por Jesus, de ressucitar ao terceiro dia. Não que acreditassem nas palavras de Jesus, mas temiam que seus seguidores "roubassem" Seu corpo e então dessem a entender que Ele havia ressucitado.
     Decidiram então por pedir a Pôncio Pilatos que lhes fornecesse alguns homens para se colocarem à frente da tumba pelo menos até o final do terceiro dia, para se certificarem de que ninguém tentaria levar o corpo de Jesus.
     Pelo que consta, Pilatos cedeu à pressão dos membros do Sinédrio e forneceu dez guardas para vigiar a tumba. Não satisfeitos, os sacerdotes teriam ainda enviado um grupo de dez dos seus para complementar a vigia.
     Abro aqui um parênteses para comentar sobre esta tumba. Os criminosos quando crucificados, eram jogados em uma vala comum, no Geena ou "inferno", como era chamada uma região onde perambulavam mendigos e onde queimavam o lixo da cidade.
     Ali, eram deixados para serem devorados por cães e ratos. Porém, a lei permitia que seu corpo fosse reclamado por amigos ou parentes, os quais poderiam então enterrar a vítima em uma tumba particular ou em terras da família. Cabe lembrar que os crucificados não podiam ser enterrados em cemitérios judeus nem dentro da Cidade Santa.
     O corpo de Jesus teria sido então reclamado por José de Arimatéia (membro do Sinédrio e amigo e seguidor dos ensinamentos de Jesus) à Pilatos que como era de costume, aceitou o pedido. For a levado então à sua casa, no Monte das Oliveiras, onde teria sido deixado em uma tumba dentro de suas terras.

     O Que Teria Acontecido Aquela Noite?
     A história da vida deste Mestre é cheia de fatos interessantes que os estudiosos insistem em esquecer, ou ignorar…
     Consta que na madrugada de domindo, os legionários e sinedristas acampados à frente da tumba do Filho do Homem sentiram dois ou tres tremores ou vibrações seguidos de um terrível "zumbido". Segundos depois, houviram um barulho como se a louça que cerrava a entrada da tumba de Jesus estivesse sendo removida. Mas como?
     Segundo estes legionários, a louça se movia sozinha, como se uma força misteriosa a estivesse abrindo. Neste momento, os membros do sinédro teriam fugido apavorados. Os legionários, no entanto, ficaram. Foi quando uma luz muito forte e brilahnte saiu de dentro da tumba e inundou o ambiente. Os legionários teriam então visto o Mestre da Galiléia retornar à vida, escoltado por figuras misteriosas…

O Porquê do 25 de Dezembro


     Um grande concílio foi realizado pela comunidade cristã no século V de nossa Era, para decidir em que data fixar este controverso acontecimento. Decidiu-se em fixar no dia 25 de dezembro, ou meia-noite do dia 24. Entretanto esta escolha não foi feita ao acaso. Vejamos então o porquê:
     Os Patriarcas e as superiores autoridades eclesiáticas, de quando em quando se reuniam em concílios para discutir e estabelecer as tradições, os dogmas, liturgias a serem seguidas pela teologia cristã, assim como suas doutrinas.
     Não é por objetivo discutir os motivos os quais poderiam ter levado tais autoridades eclesiáticas a vir a deixar de lado e omitir os elementos então conhecidos das massas populares, bem como outros fatos, substituidos por falsidades simbólicas. O fato é que a fim de aproveitar muitas das antigas cerimônias místicas que os Patriarcas da Igreja copiaram dos templos do Egito e das doutrinas e práticas essênias e da Grande Fraternida
de Branca, tiveram que inventar certas passagens e princípios relacionados à vida e obra de Jesus e adaptá-los às referidas cerimônias. Se fez necessário então, para consolidar uma nova teologia e firmar algumas novas doutrinas, ignorar e pôr de lado muitos dos fatos que tornariam suas decisões inconsistentes.
     O primeiro ponto a ser avaliado seria a contradição existente em um dos pontos da crônica tradicional do nascimento de Jesus, onde é dito que ao nascer o Menino, estavam os pastores guardando seus rebanhos no campo. Seria muito improvável que os pastores a que a Bíblia se refere, estivessem no campo cuidando de seus rebanhos no inverno. Nesta época do ano, afirmam os que conheciam as condições da Palestina à época, os pastores não ficavam no campo nem de dia nem de noite, e que este incidente foi introduzido à crônica de Seu nascimento, quando era comumente aceita a versão de que Jesus viera ao mundo em abril ou maio. Por que então a escolha desta data?
     O que os Patriarcas levaram em conta ao escolherem esta data, foi o conhecimento que através dos séculos precedentes, todos os Grandes Mestres ou Grandes Avatares nascidos de virgens (Jesus, como demonstrarei a seguir, não foi o primeiro nem o único) e que eram Filhos de Deus e considerados Salvadores ou Redentores, haviam nascido ou a 25 de dezembro, ou em data próxima.
     Na Índia, este período já era comemorado muitos e muitos séculos antes da Era Cristã, na forma de um festival religioso, durante o qual o povo ornamentava suas casas com flores e as pessoas trocavam presentes com amigos e parentes.
     Na China, também muitos séculos antes da Era Cristã, era celebrado o Solstício de Inverno, onde no dia 24 ou 25 de dezembro, fechava-se o comércio e tudo o mais. Assim como os antigos persas celebravam esplêndidas cerimônias em homenagem a Mitra, cujo nascimento ocorrera a 25 de dezembro.
     Vários deuses egípcios nasceram no dia 25 de dezembro, e, em praticamente todas as histórias religiosas de povos antigos, iremos encontrar celebrações idênticas às referidas. Osíris, filho da santa virgem e deusa Nut, nasceu a 25 de dezembro, assim como os gregos também celebravam, nesta mesma data, o nascimento de Hércules.
     Como podemos ver, o dia 25 de dezembro vem sendo considerado um dia místico há muito tempo, e por muitos povos diferentes. A esse respeito temos as declarações do Reverendo Gross, autoridade no assunto e autor de diversas obras a esse respeito nas quais afirma que realizava-se em Roma, antes da Era Cristã, no dia 25 de dezembro, uma festa com o nome de Natalis Solis Invicti (Natalício do Invencível Sol). A data era comemorada com espetáculos públicos e com muita alegria, fechando-se o comércio, adiando-se declarações de guerra e execuções, permutando presentes entre amigos e parentes e concedendo liberdade aos escravos.
     Assim como o era na China, entre os primitivos germânicos, séculos antes do nascimento do Menino Jesus, era comemorado o Solstício de Inverno. Entre os escandinavos, neste mesmo período, era comemorado o que se chamava Festa do Yule. O termo Yule ainda sobrevive, designando a véspera de Natal. É interessante notar que o vocábulo Yule equivale ao francês Noel que por sua vez corresponde à palavra hebraica ou caldaica Nule. Notamos também a presença de celebrações no referente período entre os druidas na Grã-Bretanha e na Irlanda, e mesmo no antigo México.
     Tertuliano, Patriarca da antiga Igreja Cristã, que tão diligentemente contribuiu com suas obras para a formação das doutrinas, dogmas e cerimônias do cristianismo, informa-nos, minuciosamente, como se ornamentevam as portas "com guirlandas de flores e folhagens".
     Tenham em mente que tudo aqui exposto, diferente do que possam a vir a pensar, era de conhecimento dos Patriarcas da Igreja e não estiveram ocultos durante os tempos iniciais do cristianismo e foram obtidos através de fontes fidedignas, ou seja, são fatos comprovadamente verdadeiros, obtidos através de documentos históricos e de época¹.
     Que fique registrado que não questiono os dogmas e ensinamentos da Santíssima Igreja nem tampouco os motivos que a levaram a tantas mudanças. Entretanto, exponho aqui fatos os quais permaneceram na obscuridade por muito tempo. Àqueles que se interessem por um conhecimento mais profundo e místico, recomendo para que entrem em contato com alguma escola ou sistema que trate destes assuntos abertamente, consciente e completamente, sem preconceitos.
     Sobre o tema aqui tratado, procurar-se-á em livros e em bibliotecas, pois os conhecimentos presentes não têm preço, nem devem ser vendidos. Porém, àqueles que busquem mais sobre o assunto, devem procurar as sucursais da Grande Fraternidade Branca, espalhadas pelo mundo, ou as bibliotecas e livrarias da Ordem Rosacruz (ambas existentes séculos antes do nascimento do divino Mestre, as quais ainda contém documentos retratando a época).

     Bibliografia:
  • A Vida Mística de Jesus, Biblioteca Rosacruz I – Editora Renes – H. Spencer Lewis

Os "Primos" de Jesus



       Ao contrário do que nos foi ensinado, Jesus não foi o único a "levantar do seio dos mortos, nem tão pouco o único a ascender aos céus".
       Hoje sabemos, por meio de antigas crônicas, que os seguidores de Krishna também acreditavam que este ascendeu aos céus, assim como Jesus. Nessas crônicas, lemos que Krishna foi envolto em uma intensa e brilhante luz e assim retornou aos céus.
       Em outras crônicas, temos que na última aparição de Budha sobre uma rocha no alto de uma montanha, cercado pelos seus seguidores, uma intensa luz o envolveu e ele desapareceu, em seu meio.
        Encontramos ainda em escritos pré-cristãos, que Zoroastro, outro grande Avatar, também ascendeu aos céus, ao fim de sua missão terrena.
        Muitos séculos antes da Era Cristã, os egípcios já celebravam a ressurreição e ascenção de Adonis. Em 412 d.C., ainda era realizada em Alexandria, berço do Cristianismo, e em Antíquia, a antiga capital dos reis gregos da Síria, ao tempo do Imperador Juliano, de 361 a 363 d.C., uma festa em homenagem a Adonis.
       Em Israel, Adonis era conhecido com o nome hebreu de Tamuz. Os israelitas haviam lhe dedicado um altar com o seu nome, no Templo do Senhor, em Jerusalém.
        Existem registros de pelo menos vinte outros antigos Avatares que levantaram dos seios dos mortos e ascenderam aos céus.
       Se Jesus não foi o primeiro, terá Ele sido o último? Se não, quando o próximo grande Avatar virá para nos salvar???