Teriam
realmente os legionários que vigiavam a tumba de Jesus abandonado
deliberadamente seu posto por causa de uma tempestade?
Teria
realmente havido uma tempestade?
É
engraçado como este assunto é muito pouco debatido pelas autoridades que
estudam a vida do Mestre - ao mesmo tempo que se torna tão intrigante a
medida em que descobrimos alguns fatos:
O
apeleamento ou castigatio era uma execução solene, que se aplicava
não somente a soldados como também a oficiais. Incorriam nela tantos
quantos abandonassem seu posto de guarda, os que se entregavam à pilhagem
em casas e povoações, os que se insubordinavam aos chefes, os homicidas,
os ladrões, os que perdiam suas armas, os que reincidiam pela terceira vez
em uma falta, os que atentavam contra o pudor e os que eram responsáveis
por negligência em seu posto de guarda noturno. Quanto a esta última
falta, era considerada um dos piores delitos.
A
sentença se dava após um conselho sumaríssimo entre os tribunos e os
soldados e poderia acabar em morte.
Seria
possível então que os legionários que vigiavam a tumba de Jesus
abandonassem a guarda arriscando suas próprias vidas por conta de uma
tempestade?
Volto
à pergunta: teria realmente havido uma tempestade?
Consta
que os sinedristas (membros do Sinédrio, ou sacerdotes), ao tomarem
conhecimento que o corpo de Jesus havia sido reclamado pelos seus amigos e
familiares, após a celebração da ceia de Páscoa, teriam se reunido na casa
de Caifás para discutir a profecia feita por Jesus, de ressucitar ao
terceiro dia. Não que acreditassem nas palavras de Jesus, mas temiam que
seus seguidores "roubassem" Seu corpo e então dessem a entender que Ele
havia ressucitado.
Decidiram então por pedir a Pôncio
Pilatos que lhes fornecesse alguns homens para se colocarem à frente da
tumba pelo menos até o final do terceiro dia, para se certificarem de que
ninguém tentaria levar o corpo de Jesus.
Pelo
que consta, Pilatos cedeu à pressão dos membros do Sinédrio e forneceu dez
guardas para vigiar a tumba. Não satisfeitos, os sacerdotes teriam ainda
enviado um grupo de dez dos seus para complementar a vigia.
Abro
aqui um parênteses para comentar sobre esta tumba. Os criminosos quando
crucificados, eram jogados em uma vala comum, no Geena ou "inferno", como
era chamada uma região onde perambulavam mendigos e onde queimavam o lixo
da cidade.
Ali,
eram deixados para serem devorados por cães e ratos. Porém, a lei permitia
que seu corpo fosse reclamado por amigos ou parentes, os quais poderiam
então enterrar a vítima em uma tumba particular ou em terras da família.
Cabe lembrar que os crucificados não podiam ser enterrados em cemitérios
judeus nem dentro da Cidade Santa.
O
corpo de Jesus teria sido então reclamado por José de Arimatéia (membro do
Sinédrio e amigo e seguidor dos ensinamentos de Jesus) à Pilatos que como
era de costume, aceitou o pedido. For a levado então à sua casa, no Monte
das Oliveiras, onde teria sido deixado em uma tumba dentro de suas
terras.
O
Que Teria Acontecido Aquela Noite?
A
história da vida deste Mestre é cheia de fatos interessantes que os
estudiosos insistem em esquecer, ou ignorar…
Consta
que na madrugada de domindo, os legionários e sinedristas acampados à
frente da tumba do Filho do Homem sentiram dois ou tres tremores ou
vibrações seguidos de um terrível "zumbido". Segundos depois, houviram um
barulho como se a louça que cerrava a entrada da tumba de Jesus estivesse
sendo removida. Mas como?
Segundo estes legionários, a louça se
movia sozinha, como se uma força misteriosa a estivesse abrindo. Neste
momento, os membros do sinédro teriam fugido apavorados. Os legionários,
no entanto, ficaram. Foi quando uma luz muito forte e brilahnte saiu de
dentro da tumba e inundou o ambiente. Os legionários teriam então visto o
Mestre da Galiléia retornar à vida, escoltado por figuras
misteriosas…
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