BEZERRA DE MENEZES (Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti)
(*29/08/1831 - +11/04/1900)
RESUMO BIOGRÁFICO:
O Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu no dia 29 de Agosto de 1831, em Riacho do Sangue, no Ceará, descendente de antiga família das primeiras que vieram do Sul povoar aquele Estado.
Em
1838, entrou para a escola pública da Vila do Frade. Diplomou-se, em
1856, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No dia 6 de novembro de
1858, casou-se com Dª Maria Cândida de Lacerda, que faleceu em 24 de março
de 1863, deixando-lhe dois filhos (em de 3 anos e um de 1 ano).
Conheceu o espiritismo em
1875 e, em 16 de Agosto de 1886, diante de um público extraordinário,
proclamou a sua adesão ao Espiritismo.
A partir daí, toda
sua existência foi totalmente dedicada à causa de Cristo, sendo
considerado o médico dos pobres e o apóstolo da caridade devido
à sua dedicação a causa de Cristo, pelo amor que dedicava
ao próximo.
Foi vereador e deputado pelo
Rio de Janeiro, além de presidente da FEB, Federação Espírita
Brasileira, onde conseguiu aglutinar o movimento espírita.
Em 11 de abril de 1900, às
onze horas e meia, desencarnava, no Rio de Janeiro, o Dr. Adolfo Bezerra de
Menezes Cavalcanti, o inolvidável Apóstolo do Espiritismo no Brasil.
BEZERRA DE MENEZES - BIOGRAFIA
Nome: Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.

Natural: Riacho do Sangue - CE
Nascimento: 29 de agosto de 1831
Desencarne: 11de abril de 1900
Profissão: Médico, Redator e político (vereador, prefeito, deputado e senador)
Família: 1ª esposa - Maria Cândida de Lacerda (desencarnou em 24 de março de 1863) com quem teve dois filhos; 2ª esposa - Cândida Augusta de Lacerda Machado com quem teve sete filhos.
Natural: Riacho do Sangue - CE
Nascimento: 29 de agosto de 1831
Desencarne: 11de abril de 1900
Profissão: Médico, Redator e político (vereador, prefeito, deputado e senador)
Família: 1ª esposa - Maria Cândida de Lacerda (desencarnou em 24 de março de 1863) com quem teve dois filhos; 2ª esposa - Cândida Augusta de Lacerda Machado com quem teve sete filhos.
Obras literárias:
A casa assombrada; A loucura sob novo prisma; A Doutrina Espírita como
filosofia teogônica (Uma carta de Bezerra de Menezes); Casamento e mortalha;
Pérola Negra; Evangelho do Futuro. Também traduziu o livro Obras
Póstumas de Allan Kardec.
Descendente de família
antiga no Ceará ligada à política e ao militarismo, foi
educado segundo padrões rígidos e princípios da religião
católica. Aos sete anos de idade entrou para a escola pública
da Vila Frade, aprendendo os primeiros passos da educação elementar.
Em 1842 sua família muda-se para o Rio Grande do Norte, em conseqüência
de perseguição política. Matriculou-se na aula pública
de latinidade na antiga vila de Maioridade. Em dois anos preparou-se naquela
língua de modo a substituir o professor.
Em 1846, a família
novamente se muda para o Ceará, fixando residência na capital.
Entrou para o Liceu, ali existente, e completou seus estudos preparatórios
como o primeiro aluno do Liceu. No ano de 1851, o mesmo da morte de seu pai,
mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando no ano seguinte, como praticante
interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Para poder estudar,
dava aulas de Filosofia e Matemáticas. Doutorou-se em 1856 pela Faculdade
de Medicina, defendendo a tese: "Diagnóstico do cancro". Candidatou-se
ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória
"Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado
do seu tratamento", sendo empossado em 1º de junho de 1857. Em 1858
foi nomeado "cirurgião-tenente". Também sendo, no período
de 1859-61, redator dos "Anais Brasilienses de Medicina" da Academia
Imperial de Medicina.
Casou-se com Maria Cândida
de Lacerda, em 6 de novembro de 1858, que faleceu a 24 de março de 1863,
deixando-lhe 2 filhos.
Em 1861 inicia sua carreira
política, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro, tendo que
demitir-se do Corpo de Saúde do Exército. Na Câmara Municipal
da Corte desenvolveu grande trabalho em favor do "Município Neutro",
na defesa dos humildes e necessitados. Foi reeleito para o período de
1864-1868. Retornou à política no período de 1873 à
1881, ocupando várias vezes as funções de presidente interino
da Câmara Municipal da Corte, efetivando-se em julho de 1878, cargo que
corresponderia ao de prefeito nos dias atuais, nunca obtendo favores do governo
para as suas candidaturas. Foi eleito deputado geral do Rio de Janeiro de 1867,
no entanto a Câmara foi dissolvida no ano seguinte e o Dr. Bezerra só
exerceria o papel de deputado no período de 1878 à 1885, sem jamais
ter contra ele qualquer ato que desabonasse sua vida pública.
Criou a Companhia de Estradas
de Ferro Macaé a Campos, e construiu aquela ferrovia vencendo inúmeras
dificuldades. Empenhou-se na construção da via férrea de
Santo Antônio de Pádua, foi diretor da Companhia Arquitetônica
e presidente da Carris Urbanos de São Cristóvão. Ao longo
da vida acumulou inúmeros títulos de cidadania.
Durante a campanha abolicionista
com espírito prudente e ponderado escreveu "A
escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extinguí-la
sem danos para a Nação". Expôs os problemas
de sua terra, no estudo "Breves considerações sobre as secas
do Norte". Escreveu ainda biografias sobre homens célebres. Foi
redator de "A Reforma" órgão liberal na Corte, e redator
do jornal "Sentinela da Liberdade", concluindo sua carreira política
no ano 1885.
Conheceu o Espiritismo
no ano 1875, através de um exemplar de O Livro dos Espíritos,
oferecido pelo seu tradutor, Dr. Joaquim Carlos Travassos. Lançado em
883 o "Reformador", tornou-se seu colaborador escrevendo comentários
judiciosos sobre o Catolicismo. No dia 16 de agosto de 1886, ante um auditório
de pessoas da "melhor sociedade", proclamava solenemente a sua adesão
ao Espiritismo, tendo inclusive direito à uma nota publicada pelo jornal
"O Paiz" em tons elogiosos.
Passou então a escrever
livros que se tornariam célebres no meio espírita. Em 1889, como
presidente da FEB, iniciou o estudo metódico de "O Livro dos Espíritos".
Traduziu o livro "Obras póstumas". Durante um período
conturbado do movimento espírita manteve-se afastado do meio tendo hábito
somente a freqüência ao Grupo Ismael no qual eram estudadas obras
de Kardec e Roustaing., enquanto a FEB declinava por problemas financeiros.
Foi convidado a assumir a presidência FEB, cuja conseqüência
foi a vinculação da Federação ao Grupo Ismael e
a Assistência aos Necessitados. Nesta ocasião foi redator-chefe
do Reformador. Defendeu o direitos e a liberdade dos espíritas contra
certos artigos do Código Penal. Presidiu outras instituições
espíritas e terminou esta existência no dia 11 de abril de 1900,
recebendo na primeira página de "O Paiz" um longo necrológico,
chamando-lhe de "eminente brasileiro", e honras da Câmara Municipal
da Corte pela conduta e pelos serviços dignos.
Extraído da internet
http://www.nossosaopaulo.com.br/Espiritismo/BezerraDeMenezes.htm
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